Saudações, amigos da liga do bem! Tudo bom com vocês?
Cara, eu estou muito atarefado nos últimos dias pois um novo cliente me contratou, e ele tem muitos processos que já tramitam, sem falar que eu estou tendo de resolver um B.O. urgentíssimo dele.
Mas o Facebook (ah, Facebook...) não me deixa me concentrar no meu trabalho, e não por causa de eventual vício não. É por causa de um bando de gente tapada (desculpe-me, mas não consegui encontrar outro termo) divulgando idéias ainda mais tapadas ainda, o que me motiva escrever minhas linhas de modo a alertá-los, como os atalaias faziam nas cidades antigas.
A idéia mais recente que vou procurar contrapor hoje é uma comunidade do Facebook chamada "Cem mil vozes contra as FARC". Segundo o que eu fiz, os pretensos autores dela a fizeram na cola de outra página chamada "One Million Voices Against FARC", que pertence a uma ONG Colombiana que realmente existe. Diferente da página brasileira, que sequer apresenta quem seria seu fundadores ou administradores, ou que sequer seus objetivos.
No final do ano passado, mais precisamente ao final das eleições presidenciais, eu escrevi uma postagem onde apresentei, e critiquei, a covardia de algumas pessoas, que se escondem atrás de perfis fake nas comunidades sociais para propor idéias que não teriam a coragem de fazê-lo se apresentassem suas identidades pois sabem que cometem crimes (como na postagem anterior) ou por que são imbecis demais mesmo, como no caso atual.
FARC no Brasil? O imbecil do Diogo Mainardi (ou alguém daquela laia dele) inventou tal mentira para tentar difamar à militância de esquerda brasileira, e muito, mas muito jumento acreditou. E agora, inventam estas porcarias.
Num primeiro momento, a causa pode até soar como nobre, afinal de contas, ninguém quer viver num país o narcotráfico impere. Nem eu e creio que ninguém também, mas será que os problemas brasileiros com o narcotráfico é fruto das FARC?
Meu pai me ensinou que "quando um não quer, dois não fazem nada juntos." Transcrevendo para a problemática que apresento, não existe tráfico se não existir consumo. Simples assim. Se ninguém comprar os baguio, os traficantes vão ter que colocar eles naquele lugar que só bate sol se você o arreganhar. Porém, vivemos num país que não quer as FARC, mas promove "marcha da maconha"? Que não quer políticos corruptos, mas compra CD e DVD pirata?
Cara, será que o louco sou eu, ou está na hora de Deus descer o maçarico dele nessa bagaça?
Ninguém mais pensa em si ou na sociedade a sua volta. Ninguém ouve ninguém. Ninguém escuta ninguém. Somente querem impor suas vontades, criando estas idéias imbecis.
Até aqueles que se dizem servos de Cristo, que foi o maior exemplo de respeito, humildade e tolerância agem desta forma imbecil. [Mano, que foi aquilo daquele bando fazendo passeata "Anti-marcha da maconha" em Curitiba?]
Recentemente, tive acesso a uma daquelas brincadeiras no Youtube chamada "Fala que não te escuto" cujos vídeos posto a seguir
Tal brincadeira, embora engraçada, mostra esta mazela que tento alertá-los. Está na hora de repensarmos o que somos, que desejamos e como fazemos isso. Está na hora de procurarmos entender nossos semelhantes, assim como Cristo nos ensinou e homens como Nelson Mandela provaram ser possível.
E o mais importante: Está na hora de cada um aprender e tomar posição sobre seu papel como indivíduo, cidadão... enfim, como ser humano!
Porque não adianta nada levantar bandeiras fictícias e sem propósito definido , se escondendo atrás do anonimato que a internet oferece, para provocar criar capital político para uns, em detrimento ao projeto de outros, não é verdade?
Fico por aqui, deixando a seguinte provocação: será que algum daqueles dizem ser contra as FARC no Brasil nunca, mas nunca mesmo, usou uma droga? Não frequenta festas rave (onde se sabe ser o consumo de drogas completamente liberado)? Não participou de nenhuma "marcha da maconha" em nome da "liberdade de expressão"?
Não preciso de repostas.
Até a próxima (esperando eu que ninguém, nem nada, me provoque).
domingo, 22 de maio de 2011
quarta-feira, 18 de maio de 2011
INVICTUS - Parte 2
Saudações, amigos da liga do bem. Tudo bom com vocês?
Sem ter que responder a nenhuma provocação, hoje posso continuar com meu plano de escrever sobre a poesia que postei alguns dias atrás.
Não quero fazer uma interpretação hermeneutica dela, até porque não sou nenhum professor da língua pátria. Quero falar sobre como nós, humanos, podemos conduzir nossa história do jeito que quisermos.
Para tanto, vou contar o que aconteceu comigo no último final de semana.
Minha "more" me mostrou um filme com o mesmo título desta série de postagem, por me conhecer e saber que eu sou um grade admirador da obra política de Nelson Mandela, já que tal filme conta como foi importante a atuação dele para transformar a África do Sul num país integrado, mesmo com todos os traumas gerados pelo Apartheid.
Para quem me lê e não sabe, o Apartheid foi a política de segregação racial que perdurou durante quase todo o século passado naquele país, e em alguns outros, como os EUA. Por tal política, negros e brancos deveriam ter acessos diversos, morar em bairros diferentes... Enfim, não poderia haver integração entre as duas etnias.
Ocorre que, por força desta política, negros e brancos não tinham as mesmas oportunidades, o que colocou aquele país com o título de possuir a pior distribuição de renda do mundo.
[Nota: Mesmo não tendo passado por tal sistema político, a divisão de renda brasileira é muito próxima a da sulafricana, mas isso é tema para outro texto.]
Nelson Mandela, líder na luta dos negros sulafricanos por igualdade, foi preso por 27 anos numa prisão de segurança máxima de lá, em uma cela de 5m², cuja mobília é era uma esteira, uma coberta, uma cadeira e um pinico.
Tudo isso por lutar pelo certo.
Se fosse qualquer um no lugar dele mataria a todos os seus inimigos quando saísse de lá. Mas ele não fez isso. Ele perdoou a todos.
Eu admirava a obra política dele, agora começo a admirá-lo como pessoa, pois não sei se ele é evangélico ou católico, e não me interessa saber, pois ele mostrou como ser um cristão. (Diferente de alguns de nossos líderes religiosos)
O poema que postei anteriormente era o poema que ele (Mandela) usou como ferramenta contra o desespero que tentava se levantar contra ele quando esteve preso. E que eu, agora, uso como fonte de inspiração pessoal também, pois não sei vocês, mas eu quero alcançar tal nível de sabedoria e serenidade.
Quero me tornar um indivíduo melhor, que não se deixa dominar por seus temores ou sentimentos nocivos. Que saiba tratar a todos com respeito e igualdade, não importando suas crenças, aparência física ou classe social. Que inspire os outros a buscar seu melhor e que sempre faça o seu melhor.
Enfim, quero aprender a ser como Cristo foi. Assim como Mandela mostrou que é possível ser.
Fico por aqui, amigos, mas com certeza farei novas postagens, pois, parafraseando o Emicida, "isso aqui não é sobre usar Grillz, é sobre não usar grilhões".
Fiquem com Deus e até a próxima.
Sem ter que responder a nenhuma provocação, hoje posso continuar com meu plano de escrever sobre a poesia que postei alguns dias atrás.
Não quero fazer uma interpretação hermeneutica dela, até porque não sou nenhum professor da língua pátria. Quero falar sobre como nós, humanos, podemos conduzir nossa história do jeito que quisermos.
Para tanto, vou contar o que aconteceu comigo no último final de semana.
Minha "more" me mostrou um filme com o mesmo título desta série de postagem, por me conhecer e saber que eu sou um grade admirador da obra política de Nelson Mandela, já que tal filme conta como foi importante a atuação dele para transformar a África do Sul num país integrado, mesmo com todos os traumas gerados pelo Apartheid.
Para quem me lê e não sabe, o Apartheid foi a política de segregação racial que perdurou durante quase todo o século passado naquele país, e em alguns outros, como os EUA. Por tal política, negros e brancos deveriam ter acessos diversos, morar em bairros diferentes... Enfim, não poderia haver integração entre as duas etnias.
Ocorre que, por força desta política, negros e brancos não tinham as mesmas oportunidades, o que colocou aquele país com o título de possuir a pior distribuição de renda do mundo.
[Nota: Mesmo não tendo passado por tal sistema político, a divisão de renda brasileira é muito próxima a da sulafricana, mas isso é tema para outro texto.]
Nelson Mandela, líder na luta dos negros sulafricanos por igualdade, foi preso por 27 anos numa prisão de segurança máxima de lá, em uma cela de 5m², cuja mobília é era uma esteira, uma coberta, uma cadeira e um pinico.
Tudo isso por lutar pelo certo.
Se fosse qualquer um no lugar dele mataria a todos os seus inimigos quando saísse de lá. Mas ele não fez isso. Ele perdoou a todos.
Eu admirava a obra política dele, agora começo a admirá-lo como pessoa, pois não sei se ele é evangélico ou católico, e não me interessa saber, pois ele mostrou como ser um cristão. (Diferente de alguns de nossos líderes religiosos)
O poema que postei anteriormente era o poema que ele (Mandela) usou como ferramenta contra o desespero que tentava se levantar contra ele quando esteve preso. E que eu, agora, uso como fonte de inspiração pessoal também, pois não sei vocês, mas eu quero alcançar tal nível de sabedoria e serenidade.
Quero me tornar um indivíduo melhor, que não se deixa dominar por seus temores ou sentimentos nocivos. Que saiba tratar a todos com respeito e igualdade, não importando suas crenças, aparência física ou classe social. Que inspire os outros a buscar seu melhor e que sempre faça o seu melhor.
Enfim, quero aprender a ser como Cristo foi. Assim como Mandela mostrou que é possível ser.
Fico por aqui, amigos, mas com certeza farei novas postagens, pois, parafraseando o Emicida, "isso aqui não é sobre usar Grillz, é sobre não usar grilhões".
Fiquem com Deus e até a próxima.
terça-feira, 17 de maio de 2011
Terrorismo dos EUA rumo ao IV Reich
Por Miguel Urbano Rodrigues, no sítio português O Diário:
Comentando o assassinato de Bin Laden, Michael Moore escreveu no Twiter: "Matamos mais de 919.000 no Iraque, no Afeganistão, no Paquistão, etc., e gastamos 1 bilhão e 200 milhões de dólares em despesas militares, e, finalmente, conseguimos assassinar mais uma pessoa".
A operação militar que eliminou o líder da mítica Al Qaeda confirmou uma realidade: o sistema de poder dos EUA, na sua ânsia de dominação planetária, pratica uma política internacional na qual o terrorismo de Estado se tornou componente fundamental. Os EUA comportam-se como candidatos a surgir na História como o IV Reich do século XXI.
A "operação Gerónimo" - nome que insulta a memória do herói apache - foi o desfecho de um projeto concebido com minúcia científica pela Administração Obama. Anunciada a candidatura do Presidente à reeleição, faltava somente marcar uma data.
A CIA sabia há muito onde ele se encontrava. Acompanhava-lhe os movimentos diários na residência de Abotabad através de sofisticados aparelhos eletrônicos e os contatos dos seus mensageiros com o exterior, recorrendo inclusivamente a satélites. O Pentágono e os serviços de inteligência conheciam os nomes de todas as pessoas que viviam com Bin Laden.
O novelo de contradições que envolve o folhetim da morte do "inimigo número 1" dos EUA não resulta de desinformação. Foi concebido para semear confusão e transmitir a ideia de que Obama, agindo como democrata, transmitia ao povo norte-americano informações sobre a «operação militar» logo que as recebia.
Mentia conscientemente, como demonstraram em importantes artigos intelectuais progressistas como Michel Chossudovsky, Noam Chomsky, James Petras, Domenico Losurdo, John Pielger, e outros.
O presidente, aliás, apresentou diferentes versões dos fatos nas entrevistas às três grandes cadeias de TV, a ABC, a CBS e a CNN. Inicialmente, afirmou que, ao dar a ordem para o ataque à casa de Abotabad, as probabilidades de Bin Laden ali se encontrar eram de 99,9%; mas na última entrevista essas probabilidades caíram para 55%. A encenação foi muito estudada.
O elogio do Presidente à CIA e ao seu chefe foi encomiástico. Foi ele quem tudo preparou e dirigiu. Leon Panetta, nas suas entrevistas, não escondeu, porém, que a CIA torturou prisioneiros para obter informações decisivas para a localização de Bin Laden. Interrogado sobre os métodos utilizados nos interrogatórios, defendeu, quase com orgulho, o recurso à tortura e justificou o "afogamento simulado". Falou com a frieza serena de um gauleiter nazi.
Obama logo que viu as fotos do cadáver de Bin Laden decidiu que não seriam divulgadas. Sabia que elas provocariam uma onda de indignação no mundo islâmico. Mas afirmou então que hesitava e iria refletir. Depois, proibiu a entrega das fotos à comunicação social.
Talvez não esperasse que as imagens de três corpos despedaçados de homens abatidos durante o assalto fossem entregues aos jornalistas pelo Exército do Paquistão.
A rapidez da retirada dos comandos da Marinha do edifício metralhado – levaram somente o cadáver de Bin Laden e o do neto – criou, porém, problemas imprevistos à Casa Branca. As mulheres estavam com as mãos amarradas como se fossem animais. OS sobreviventes encontrados pelos militares paquistaneses – uma das esposas estava ferida – falaram muito e as suas declarações forçaram Obama e o Pentágono a apresentar nova versão da "brilhante operação Gerónimo". Reconheceram que, afinal, Bin Laden estava desarmado. Teria sido abatido quando procurava uma pistola, ou, segundo outros, uma metralhadora.
O folhetim dos "escudos humanos" também não resistiu a evidências resultantes do interrogatório das testemunhas do massacre. Uma das esposas de Bin Laden, a jovem iemenita Amal Abdulfatah, esclareceu que o marido vivia no Paquistão há sete anos, cinco dos quais na casa de Abotabad e não nas montanhas afegãs, como repetidamente garantia o governo de Washington.
Na sua primeira comunicação ao país, Obama afirmou que a operação, por ele acompanhada da Casa Branca, durou 40 minutos e que o efectivo da "força de elite" da Marinha não excedia 20 homens. Mas, posteriormente, altos funcionários civis e militares referiram totais diferentes. Não foi dada uma explicação credível para uma ação armada tão prolongada contra uma casa cujos poucos moradores não opuseram resistência.
Assessores do Presidente e a Marinha repetiram exaustivamente que Bin Laden tinha sido sepultado no mar no respeito dos ritos islâmicos. É insólito o súbito respeito pela religião muçulmana; mas acontece que o Corão não permite sepultamentos marítimos. Os filhos do morto já informaram que pensam processar o Estado norte-americano por mais essa ofensa à sua fé.
Outro tema que ridiculariza a versão oficial dos acontecimentos, e envolve a CIA e o Pentágono num labirinto de mentiras, criou já problemas no campo das relações dos EUA com o Paquistão.
O governo Obama tem, na prática, tratado aquele país como um protetorado de novo tipo. Os bombardeamentos de aldeias do Waziristão por aviões sem piloto da USAF tornaram-se rotineiros. Islamabad limita-se a tímidos protestos quando os mísseis estadunidenses matam camponeses da região. Mas desta vez o desrespeito pela soberania paquistanesa atingiu tais proporções com a intervenção militar concebida para assassinar Bin Laden que a vaga de indignação no país foi maiúscula.
A reação do presidente Asif Zardari foi, porém, suavíssima. Porquê? Ficou transparente que o Exercito do Paquistão e o seu serviço secreto estavam ao corrente da instalação do chefe da Al Qaeda em Abotabad. A sua casa dista apenas umas centenas de metros da sede da Academia Militar do país. Trata-se de uma cidade de guarnição, com vários quartéis. Alguns media estadunidenses afirmaram que as Forças Armadas do Paquistão não somente conheciam a presença de Bin Laden, como o protegiam.
A rede de cumplicidades é, porém, tão densa que Tom Donilon, conselheiro de segurança nacional de Obama, levou a hipocrisia ao ponto de declarar aos jornalistas que não há "quaisquer provas" de que o governo paquistanês tivesse conhecimento da presença no país de Bin Laden.
O farisaísmo do presidente Obama não é menor. Derramou elogios sobre a CIA, enaltecendo como grande e histórico serviço à democracia e à liberdade o massacre de Abotabad. Mais, deslocou-se à base militar para onde foram conduzidos os comandos da Marinha e condecorou-os numa cerimónia secreta. Os seus nomes não foram revelados, com receio de represálias, mas na apologia que deles fez guindou-os a heróis tutelares da Pátria.
Como recompensa, o director da CIA, Leon Panetta, foi nomeado secretário da Defesa. Simultaneamente, o general Petraeus, comandante supremo na área do Medio Oriente e do Afeganistão, foi transferido para a chefia da CIA…
Ao ler o elogio do senhor da CIA pelo Prémio Nobel da Paz recordei a atribuição das cruzes de ferro nazis a generais das SS.
Obama, em exibição midiática permanente, anuncia ao mundo que os EUA utilizam o seu poder militar em defesa de valores e princípios eternos, cumprindo, afinal, a sua vocação de nação predestinada para salvar a humanidade.
Inverte a realidade com despudor. O sistema de poder imperial dos EUA desenvolve uma estratégia orientada para a dominação perpétua e universal, um projecto que ameaça a própria sobrevivência da humanidade.
A chacina de Abotabad inseriu-se nesse projecto monstruoso. Bin Laden – ex-aliado de Washington - foi um tresloucado que inspirava repulsa a centenas de milhões de pessoas. Mas as circunstancias em que se consumou a sua eliminação são inseparáveis dessa estratégia de controlo planetário.
É significativo que os bombardeamentos das áreas tribais do Paquistão por aviões não tripulados sejam agora quase diários. Na Líbia, a NATO continua a bombardear residências de Khadafi, afirmando que pretende "proteger as populações" no âmbito de uma "intervenção humanitária".
O poder da gigantesca máquina de desinformação imperial impede os povos de compreenderem o perigo que os ameaça. A mentira é diariamente imposta como verdade a nível planetário.
É alarmante o que está a acontecer. Um dia a humanidade tomará consciência de que o sangrento episódio de Abotabad assinalou uma etapa no avanço de uma engrenagem cujo funcionamento traz à memória os crimes do III Reich alemão.
Fonte: http://altamiroborges.blogspot.com/2011/05/terrorismo-dos-eua-rumo-ao-iv-reich.html
Comentando o assassinato de Bin Laden, Michael Moore escreveu no Twiter: "Matamos mais de 919.000 no Iraque, no Afeganistão, no Paquistão, etc., e gastamos 1 bilhão e 200 milhões de dólares em despesas militares, e, finalmente, conseguimos assassinar mais uma pessoa".
A operação militar que eliminou o líder da mítica Al Qaeda confirmou uma realidade: o sistema de poder dos EUA, na sua ânsia de dominação planetária, pratica uma política internacional na qual o terrorismo de Estado se tornou componente fundamental. Os EUA comportam-se como candidatos a surgir na História como o IV Reich do século XXI.
A "operação Gerónimo" - nome que insulta a memória do herói apache - foi o desfecho de um projeto concebido com minúcia científica pela Administração Obama. Anunciada a candidatura do Presidente à reeleição, faltava somente marcar uma data.
A CIA sabia há muito onde ele se encontrava. Acompanhava-lhe os movimentos diários na residência de Abotabad através de sofisticados aparelhos eletrônicos e os contatos dos seus mensageiros com o exterior, recorrendo inclusivamente a satélites. O Pentágono e os serviços de inteligência conheciam os nomes de todas as pessoas que viviam com Bin Laden.
O novelo de contradições que envolve o folhetim da morte do "inimigo número 1" dos EUA não resulta de desinformação. Foi concebido para semear confusão e transmitir a ideia de que Obama, agindo como democrata, transmitia ao povo norte-americano informações sobre a «operação militar» logo que as recebia.
Mentia conscientemente, como demonstraram em importantes artigos intelectuais progressistas como Michel Chossudovsky, Noam Chomsky, James Petras, Domenico Losurdo, John Pielger, e outros.
O presidente, aliás, apresentou diferentes versões dos fatos nas entrevistas às três grandes cadeias de TV, a ABC, a CBS e a CNN. Inicialmente, afirmou que, ao dar a ordem para o ataque à casa de Abotabad, as probabilidades de Bin Laden ali se encontrar eram de 99,9%; mas na última entrevista essas probabilidades caíram para 55%. A encenação foi muito estudada.
O elogio do Presidente à CIA e ao seu chefe foi encomiástico. Foi ele quem tudo preparou e dirigiu. Leon Panetta, nas suas entrevistas, não escondeu, porém, que a CIA torturou prisioneiros para obter informações decisivas para a localização de Bin Laden. Interrogado sobre os métodos utilizados nos interrogatórios, defendeu, quase com orgulho, o recurso à tortura e justificou o "afogamento simulado". Falou com a frieza serena de um gauleiter nazi.
Obama logo que viu as fotos do cadáver de Bin Laden decidiu que não seriam divulgadas. Sabia que elas provocariam uma onda de indignação no mundo islâmico. Mas afirmou então que hesitava e iria refletir. Depois, proibiu a entrega das fotos à comunicação social.
Talvez não esperasse que as imagens de três corpos despedaçados de homens abatidos durante o assalto fossem entregues aos jornalistas pelo Exército do Paquistão.
A rapidez da retirada dos comandos da Marinha do edifício metralhado – levaram somente o cadáver de Bin Laden e o do neto – criou, porém, problemas imprevistos à Casa Branca. As mulheres estavam com as mãos amarradas como se fossem animais. OS sobreviventes encontrados pelos militares paquistaneses – uma das esposas estava ferida – falaram muito e as suas declarações forçaram Obama e o Pentágono a apresentar nova versão da "brilhante operação Gerónimo". Reconheceram que, afinal, Bin Laden estava desarmado. Teria sido abatido quando procurava uma pistola, ou, segundo outros, uma metralhadora.
O folhetim dos "escudos humanos" também não resistiu a evidências resultantes do interrogatório das testemunhas do massacre. Uma das esposas de Bin Laden, a jovem iemenita Amal Abdulfatah, esclareceu que o marido vivia no Paquistão há sete anos, cinco dos quais na casa de Abotabad e não nas montanhas afegãs, como repetidamente garantia o governo de Washington.
Na sua primeira comunicação ao país, Obama afirmou que a operação, por ele acompanhada da Casa Branca, durou 40 minutos e que o efectivo da "força de elite" da Marinha não excedia 20 homens. Mas, posteriormente, altos funcionários civis e militares referiram totais diferentes. Não foi dada uma explicação credível para uma ação armada tão prolongada contra uma casa cujos poucos moradores não opuseram resistência.
Assessores do Presidente e a Marinha repetiram exaustivamente que Bin Laden tinha sido sepultado no mar no respeito dos ritos islâmicos. É insólito o súbito respeito pela religião muçulmana; mas acontece que o Corão não permite sepultamentos marítimos. Os filhos do morto já informaram que pensam processar o Estado norte-americano por mais essa ofensa à sua fé.
Outro tema que ridiculariza a versão oficial dos acontecimentos, e envolve a CIA e o Pentágono num labirinto de mentiras, criou já problemas no campo das relações dos EUA com o Paquistão.
O governo Obama tem, na prática, tratado aquele país como um protetorado de novo tipo. Os bombardeamentos de aldeias do Waziristão por aviões sem piloto da USAF tornaram-se rotineiros. Islamabad limita-se a tímidos protestos quando os mísseis estadunidenses matam camponeses da região. Mas desta vez o desrespeito pela soberania paquistanesa atingiu tais proporções com a intervenção militar concebida para assassinar Bin Laden que a vaga de indignação no país foi maiúscula.
A reação do presidente Asif Zardari foi, porém, suavíssima. Porquê? Ficou transparente que o Exercito do Paquistão e o seu serviço secreto estavam ao corrente da instalação do chefe da Al Qaeda em Abotabad. A sua casa dista apenas umas centenas de metros da sede da Academia Militar do país. Trata-se de uma cidade de guarnição, com vários quartéis. Alguns media estadunidenses afirmaram que as Forças Armadas do Paquistão não somente conheciam a presença de Bin Laden, como o protegiam.
A rede de cumplicidades é, porém, tão densa que Tom Donilon, conselheiro de segurança nacional de Obama, levou a hipocrisia ao ponto de declarar aos jornalistas que não há "quaisquer provas" de que o governo paquistanês tivesse conhecimento da presença no país de Bin Laden.
O farisaísmo do presidente Obama não é menor. Derramou elogios sobre a CIA, enaltecendo como grande e histórico serviço à democracia e à liberdade o massacre de Abotabad. Mais, deslocou-se à base militar para onde foram conduzidos os comandos da Marinha e condecorou-os numa cerimónia secreta. Os seus nomes não foram revelados, com receio de represálias, mas na apologia que deles fez guindou-os a heróis tutelares da Pátria.
Como recompensa, o director da CIA, Leon Panetta, foi nomeado secretário da Defesa. Simultaneamente, o general Petraeus, comandante supremo na área do Medio Oriente e do Afeganistão, foi transferido para a chefia da CIA…
Ao ler o elogio do senhor da CIA pelo Prémio Nobel da Paz recordei a atribuição das cruzes de ferro nazis a generais das SS.
Obama, em exibição midiática permanente, anuncia ao mundo que os EUA utilizam o seu poder militar em defesa de valores e princípios eternos, cumprindo, afinal, a sua vocação de nação predestinada para salvar a humanidade.
Inverte a realidade com despudor. O sistema de poder imperial dos EUA desenvolve uma estratégia orientada para a dominação perpétua e universal, um projecto que ameaça a própria sobrevivência da humanidade.
A chacina de Abotabad inseriu-se nesse projecto monstruoso. Bin Laden – ex-aliado de Washington - foi um tresloucado que inspirava repulsa a centenas de milhões de pessoas. Mas as circunstancias em que se consumou a sua eliminação são inseparáveis dessa estratégia de controlo planetário.
É significativo que os bombardeamentos das áreas tribais do Paquistão por aviões não tripulados sejam agora quase diários. Na Líbia, a NATO continua a bombardear residências de Khadafi, afirmando que pretende "proteger as populações" no âmbito de uma "intervenção humanitária".
O poder da gigantesca máquina de desinformação imperial impede os povos de compreenderem o perigo que os ameaça. A mentira é diariamente imposta como verdade a nível planetário.
É alarmante o que está a acontecer. Um dia a humanidade tomará consciência de que o sangrento episódio de Abotabad assinalou uma etapa no avanço de uma engrenagem cujo funcionamento traz à memória os crimes do III Reich alemão.
Fonte: http://altamiroborges.blogspot.com/2011/05/terrorismo-dos-eua-rumo-ao-iv-reich.html
segunda-feira, 16 de maio de 2011
Quer fazer, faz direito, mano!
Saudações, amigos da liga do bem. Tudo bom com vocês?
Tem dias que acontece cada coisa com a gente, não é mesmo?
Hoje aconteceu algo que me tirou do sério e tem a ver com uma postagem no facebook. (se você tiver perfil nele, clique aqui para ver a postagem.)
Como vocês devem ter visto, um cidadão que eu não conheço, resolveu me chamar de "fanático" por ter apresentado uma, das inúmeras verdades existentes no sistema político, que consiste no fato de que este modelo de "agências reguladoras" existente no Brasil não presta pra nada. E isto, para quem pensa e analisa (ou seja, não lê apenas Veja, Folha de SP, O Globo e porcarias similares) sabe muito bem que a inoperância destes órgãos acontece desde o governo de FHC (engraçado... alguém já fez a brincadeira de trocar o F por T nesta sigla? pesquise no google e se informe).
Muito mais por causa de questões legais do que por questões político partidárias, como o cidadão que me criticou quis fazer entender.
Sabe, gente, como eu disse para vocês em postagens anteriores, eu não sei nada de política na forma de como ela acontece no Brasil, que consiste em um pequeno grupo (a elite) que cria um sistema que apenas favorece a seus interesses, enquanto um bando de idiotas (o povão que lê Veja e Folha) fica se degladiando e ofendendo a alguém que tem opinião diversa a daquela que seu cacique político alega ter.
Mas, eu já li muita coisa pesada para os padrões culturais de nosso país (infelizmente), como Rousseau, Durkein, Weber, Marx, Smith, Kensey, Durant e similares, o que me permite fazer coisas que seriam impensadas para a maioria da população (como este e meus outros três blogs, por exemplo), por elas terem me dado o senso crítico a substância necessária para entender algumas coisas, como o fato de que muitas das nossas mazelas sociais e econômicas acontecem por causa do sistema que nosso país está organizado, e não por causa dos atores políticos que a operam.
Fazendo uma analogia com o esporte, não adianta mudar os jogadores se as regras do jogo continuam as mesmas porque os jogadores sempre vão buscar os ex-jogadores para os treinar. Isso é fato.
Então, meu caro leitor, não adianta lutar por PT, PSDB, DEM, PPS, PCdoB, PSD, PQP, FDP porque tudo será sempre a mesma coisa. É necessário mudar a cultura do povo brasileiro, e isso passa por ações de gente como a "fúria negra" aqui, que age como a "voz que clama no deserto", tentando mostrar a todos o que é democracia e política (verdadeiramente falando).
Agora, com relação ao senhor Sérgio Maidana, deixo o título do meu blog de presente.
Fiquem na Paz de Deus e até a próxima (onde, eu espero, ninguém me provoque)
Tem dias que acontece cada coisa com a gente, não é mesmo?
Hoje aconteceu algo que me tirou do sério e tem a ver com uma postagem no facebook. (se você tiver perfil nele, clique aqui para ver a postagem.)
Como vocês devem ter visto, um cidadão que eu não conheço, resolveu me chamar de "fanático" por ter apresentado uma, das inúmeras verdades existentes no sistema político, que consiste no fato de que este modelo de "agências reguladoras" existente no Brasil não presta pra nada. E isto, para quem pensa e analisa (ou seja, não lê apenas Veja, Folha de SP, O Globo e porcarias similares) sabe muito bem que a inoperância destes órgãos acontece desde o governo de FHC (engraçado... alguém já fez a brincadeira de trocar o F por T nesta sigla? pesquise no google e se informe).
Muito mais por causa de questões legais do que por questões político partidárias, como o cidadão que me criticou quis fazer entender.
Sabe, gente, como eu disse para vocês em postagens anteriores, eu não sei nada de política na forma de como ela acontece no Brasil, que consiste em um pequeno grupo (a elite) que cria um sistema que apenas favorece a seus interesses, enquanto um bando de idiotas (o povão que lê Veja e Folha) fica se degladiando e ofendendo a alguém que tem opinião diversa a daquela que seu cacique político alega ter.
Mas, eu já li muita coisa pesada para os padrões culturais de nosso país (infelizmente), como Rousseau, Durkein, Weber, Marx, Smith, Kensey, Durant e similares, o que me permite fazer coisas que seriam impensadas para a maioria da população (como este e meus outros três blogs, por exemplo), por elas terem me dado o senso crítico a substância necessária para entender algumas coisas, como o fato de que muitas das nossas mazelas sociais e econômicas acontecem por causa do sistema que nosso país está organizado, e não por causa dos atores políticos que a operam.
Fazendo uma analogia com o esporte, não adianta mudar os jogadores se as regras do jogo continuam as mesmas porque os jogadores sempre vão buscar os ex-jogadores para os treinar. Isso é fato.
Então, meu caro leitor, não adianta lutar por PT, PSDB, DEM, PPS, PCdoB, PSD, PQP, FDP porque tudo será sempre a mesma coisa. É necessário mudar a cultura do povo brasileiro, e isso passa por ações de gente como a "fúria negra" aqui, que age como a "voz que clama no deserto", tentando mostrar a todos o que é democracia e política (verdadeiramente falando).
Agora, com relação ao senhor Sérgio Maidana, deixo o título do meu blog de presente.
Fiquem na Paz de Deus e até a próxima (onde, eu espero, ninguém me provoque)
domingo, 15 de maio de 2011
INVICTUS - Parte 1
Saudações, amigos.
Vou deixar vocês agora com a tradução do poema "Invictus". Na próxima postagem, explico o porquê. Até a próxima.
Autor: William E Henley
Vou deixar vocês agora com a tradução do poema "Invictus". Na próxima postagem, explico o porquê. Até a próxima.
Invictus
(Título Original: "Invictus")
Autor: William E Henley
Tradutor: André C S Masini
Do fundo desta noite que persiste
A me envolver em breu - eterno e espesso,
A qualquer deus - se algum acaso existe,
Por mi’alma insubjugável agradeço.
A me envolver em breu - eterno e espesso,
A qualquer deus - se algum acaso existe,
Por mi’alma insubjugável agradeço.
Nas garras do destino e seus estragos,
Sob os golpes que o acaso atira e acerta,
Nunca me lamentei - e ainda trago
Minha cabeça - embora em sangue - ereta.
Sob os golpes que o acaso atira e acerta,
Nunca me lamentei - e ainda trago
Minha cabeça - embora em sangue - ereta.
Além deste oceano de lamúria,
Somente o Horror das trevas se divisa;
Porém o tempo, a consumir-se em fúria,
Não me amedronta, nem me martiriza.
Somente o Horror das trevas se divisa;
Porém o tempo, a consumir-se em fúria,
Não me amedronta, nem me martiriza.
Por ser estreita a senda - eu não declino,
Nem por pesada a mão que o mundo espalma;
Eu sou dono e senhor de meu destino;
Eu sou o comandante de minha alma.
Nem por pesada a mão que o mundo espalma;
Eu sou dono e senhor de meu destino;
Eu sou o comandante de minha alma.
segunda-feira, 2 de maio de 2011
Ussama Ibn Ladin morreu... e daí?
Saudações amigos da liga do bem, tudo bom com vocês?
Na data de hoje, por volta das 12 hs e 33 min no horário de Brasília, o presidente dos EUA, Barack Hussein Obama (é esse mesmo o nome dele), anunciou, num pronunciamento a todo o mundo, que o líder terrorista da Al-Qaeda, Ussama Ibn Ladin (é esta a forma correta de se escrever e pronunciar o nome dele, caso se fosse respeitada a fonética do árabe pela mídia ocidental), foi assassinato, no seu quarto(?), num resort(?) no interior do Paquistão(?), junto a uma de suas esposas(?) e algumas crianças, que seriam seus filhos(?), quando resistiu a prisão(?), após um ataque bem planejado e executado pelas forças militares americanas e paquistanesas.
Contudo, segundo os próprios militares norte-americanos, o corpo do mesmo foi jogado no mar, pois nenhum país aceitou receber o cadáver dele, e como as práticas religiosas muçulmanas exigem o sepultamento do corpo, em, no máximo, dois dias após o falecimento, os mesmos alegaram terem feito isto para: primeiro, respeitar as práticas religiosas muçulmanas(?); segundo, para evitar que eventual local de sepultamento dele se tornasse um local de peregrinação por muçulmanos extremistas(?).
Legal. Eu presido a nação mais poderosa do mundo, gasto trilhões de dólares para caçar um dito cujo que atacou o território do meu país (sendo que, o último que fez isso antes dele tomou duas bombas atômicas na fuça), e quando eu, ou melhor dizendo, os militares do meu país, pegam o dito cujo, eu não vou mostrar o defunto?!?!?!?!?!
Cara, eu que sou conspirador demais, ou tem alguma coisa errada nesta conversa?
Porque, na boa, a forma de como aconteceu esta operação, incluindo local, métodos usados e resultado estão mais parecendo um daqueles filmes massavéio feitos durante os anos 80 (como Braddock, Rambo, Comando para Matar e similares), onde os vilões se escondiam em locais luxuosos, esperando os heróis brutamontes chegarem, para, sozinhos, destruírem o exército de seus países e os matarem (geralmente dando uns pega em alguma nativa gostosinha).
Desculpe quem tem opinião contrária, mas esta história está muito, mas muito, mau contada mesmo.
Aliás, tudo o que aconteceu desde o 11/09 está mau contado, incluindo o próprio atentado. As ações tomadas pelo governo americano e seus aliados, ao promover guerras contra o Afeganistão e Iraque sob a desculpa de acabar com o terrorismo no mundo, as constantes ofensas a soberania de diversos países e aos direitos fundamentais de seus cidadãos e de estrangeiros visitantes ou residentes de lá, sob a desculpa de se proteger o país de novos ataques. Tudo está muito mau explicado.
E agora, esta notícia, cujo conteúdo também é passível de contestação...
Bem. Alguns dos ditos "especialistas" agora relatam que tudo pode acontecer, pois os terroristas podem querer vingar a morte de seu líder, e "blablablá".
Como vocês sabem, não é do meu feitio ficar fazendo alegações, ou criando teorias sem fundamento algum, pois sei que tais medidas não trazem nada de construtivo. Mas que, para mim, tem algo muito errado, isso tem.
Parem, pensem, pesquisem, reflitam, duvidar, critiquem.
Fiquem com Deus e até a próxima.
Na data de hoje, por volta das 12 hs e 33 min no horário de Brasília, o presidente dos EUA, Barack Hussein Obama (é esse mesmo o nome dele), anunciou, num pronunciamento a todo o mundo, que o líder terrorista da Al-Qaeda, Ussama Ibn Ladin (é esta a forma correta de se escrever e pronunciar o nome dele, caso se fosse respeitada a fonética do árabe pela mídia ocidental), foi assassinato, no seu quarto(?), num resort(?) no interior do Paquistão(?), junto a uma de suas esposas(?) e algumas crianças, que seriam seus filhos(?), quando resistiu a prisão(?), após um ataque bem planejado e executado pelas forças militares americanas e paquistanesas.
Contudo, segundo os próprios militares norte-americanos, o corpo do mesmo foi jogado no mar, pois nenhum país aceitou receber o cadáver dele, e como as práticas religiosas muçulmanas exigem o sepultamento do corpo, em, no máximo, dois dias após o falecimento, os mesmos alegaram terem feito isto para: primeiro, respeitar as práticas religiosas muçulmanas(?); segundo, para evitar que eventual local de sepultamento dele se tornasse um local de peregrinação por muçulmanos extremistas(?).
Legal. Eu presido a nação mais poderosa do mundo, gasto trilhões de dólares para caçar um dito cujo que atacou o território do meu país (sendo que, o último que fez isso antes dele tomou duas bombas atômicas na fuça), e quando eu, ou melhor dizendo, os militares do meu país, pegam o dito cujo, eu não vou mostrar o defunto?!?!?!?!?!
Cara, eu que sou conspirador demais, ou tem alguma coisa errada nesta conversa?
Porque, na boa, a forma de como aconteceu esta operação, incluindo local, métodos usados e resultado estão mais parecendo um daqueles filmes massavéio feitos durante os anos 80 (como Braddock, Rambo, Comando para Matar e similares), onde os vilões se escondiam em locais luxuosos, esperando os heróis brutamontes chegarem, para, sozinhos, destruírem o exército de seus países e os matarem (geralmente dando uns pega em alguma nativa gostosinha).
Desculpe quem tem opinião contrária, mas esta história está muito, mas muito, mau contada mesmo.
Aliás, tudo o que aconteceu desde o 11/09 está mau contado, incluindo o próprio atentado. As ações tomadas pelo governo americano e seus aliados, ao promover guerras contra o Afeganistão e Iraque sob a desculpa de acabar com o terrorismo no mundo, as constantes ofensas a soberania de diversos países e aos direitos fundamentais de seus cidadãos e de estrangeiros visitantes ou residentes de lá, sob a desculpa de se proteger o país de novos ataques. Tudo está muito mau explicado.
E agora, esta notícia, cujo conteúdo também é passível de contestação...
Bem. Alguns dos ditos "especialistas" agora relatam que tudo pode acontecer, pois os terroristas podem querer vingar a morte de seu líder, e "blablablá".
Como vocês sabem, não é do meu feitio ficar fazendo alegações, ou criando teorias sem fundamento algum, pois sei que tais medidas não trazem nada de construtivo. Mas que, para mim, tem algo muito errado, isso tem.
Parem, pensem, pesquisem, reflitam, duvidar, critiquem.
Fiquem com Deus e até a próxima.
Assinar:
Comentários (Atom)