Saudações, amigos da liga do bem.
Como eu estou fazendo no cavaleiro da meia noite, eu não vou perguntar se está tudo bem, porque está evidente que não.
As tragédias e movimentos ocorridos nos últimos dias deixam mais do que evidente que o mundo anda muito, mas muito zuado.
A busca por acúmulo de vil metal está nos fazendo regredir à barbárie, e ninguém, mas ninguém mesmo, conseguiu perceber isso. Ou o que você acha que está por trás da tragédia nuclear japonesa, ou as constantes intervenções militares americanas no oriente médio?
Eu espero que seja somente isso, e não uma série de teorias conspiratórias que chegam até mim todos os dias através da blogosfera.
Mas uma coisa eu preciso compartilhar com vocês, e tem a ver com os acontecimentos do último final de semana.
Pra quem estiver lendo esta postagem, eu faça ela no dia 25/03/2011, primeira sexta-feira após a visita de Barack Obama, presidente dos EUA, ao Brasil. Ele e sua família, como demonstrado na sua campanha eleitoral, agiu como muita simpatia, habilidade e didática inimagináveis para o representante do povo mais arrogante do planeta.
Contudo, sua visita foi extremamente protocolar, assim como seus discursos. Soube que ele fez uma entrevista para o PIG, mas não tive o interesse de lê-la. Até porque eu quero mais que os EUA se futriquem, desde que não me leve, ou ao povo do meu país junto. Sendo este o ponto que eu gostaria de chegar.
Como vocês devem saber, foi-se encontrado, ainda dentro da plataforma continental brasileira, o Pré-Sal, que se trata de reservas de petróleo em profundidades muito maiores do que as que são atualmente exploradas. Tudo bem que ainda não se sabe a quantidade real de petróleo ali existente, mas o simples fato de ter sido anunciada sua descoberta, fez com que o Brasil se tornasse um importante exportador desta comodite.
Tal fato, como inúmeros outros fatores, transformaram o Brasil num país extremamente relevante na política internacional, ao ponto de contrariar algumas das decisões americanas neste aspecto, como, por exemplo, o reconhecimento do direito de todo o país adquirir tecnologias para o enriquecimento de material radioativo e produção de foguetes de longo alcance.
Percebam que ter a tecnologia não é a mesma coisa que produzir. Sem falar que tais tecnologias podem ser usadas tanto para fins positivos ou negativos. [não acredito nos termo "fins pacíficos" quando falo de política internacional]
Contudo, tivemos uma recente mudança de governo, e como eu temia, percebo que a Dilma não possui a mesma habilidade que o Lula possui para lidar com este tipo de questão, preferindo tomar posturas mais pragmáticas.
Não gostei da forma como foi feita a recepção para Obama. Não gostei dos jantares e palestras elitistas. Aliás, eu odeio a oligarquia em que vivemos neste país. Não gostei da presença dos ex-presidentes Sarney, Collor e FHC (todos que sempre se mostraram vaquinhas de presépio americanas) na recepção à família Obama, pois tais sinais deixam claro e evidente que o Brasil, com a liderança da Dilma, voltará a se alinhar aos EUA. O que significa voltarmos a ser uma colônia norte-americana, concordando com tudo que estes doidos fazem.
Sem falar que as medidas que estavam sendo tomadas pelo governo Lula, como a requipação e modernização de nossas forças armadas, simplesmente pararam, deixando claro o pragmatismo de Dilma, que acredita no mito de que o "Brasil é amado por todos, e não possui nenhum inimigo externo", já que, com suas medidas, ela imagina que os constantes exercícios e patrulhamento da 4ª Frota da Marinha Americana e transformação das ilhas Malvinas em base militar do governo Inglês não são indícios de uma cobiça destes países.
Eu disse para conhecidos, antes mesmo da criação deste blog, que não via em Dilma, Serra, Marina, Plínio ou nos outros candidatos dos partidos nanicos, pessoas preparadas ou capazes de agir visando garantir a soberania nacional. E, infelizmente, parece que estou certo. O que eu não gostaria de estar.
Talvez, mas quatro meses é muito pouco tempo pra avaliar isso. Lembrando também que a mídia trabalha noite e dia pra desconstruir o governo atual ou ao menos afastá-lo do Lula, até as informações que recebemos não são totalmente confiáveis.
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