Saudações amigos da liga do bem.
Tudo sussa na montanha russa?
Já faz um bom tempo que eu estava ensaiando para escrever sobre o tema que me atrever a escrever hoje, pois estou acompanhando todos os dias, os desdobramentos das mais variadas crises que acontecem no nosso mundo atualmente, e isso tem me consumido um tempo considerável, além de meu trabalho secular.
Mas como as coisas estão acontecendo sem o mínimo de senso crítico, eu me vejo obrigado a escrever estas linhas.
Então vamos lá.
Com a recente crise financeira, vemos pipocar muitos movimentos de revolta em vários cantos do planeta. A mídia tradicional não publica, mas EUA, Espanha, Grécia, Israel passam por movimentos de revolta que em muito se assemelham a primavera árabe que aconteceu no começo deste ano.
A diferença é que, até agora, não houve reação violenta da parte dos governos. Diferente do que aconteceu lá no mundo árabe, onde estes movimentos se tornaram, ou estão se tornando, em guerras civis.
Seguindo a tendência, o Brasil também tem apresentado certos movimentos de revolta, mas diferente dos outros países, nossos movimentos revoltosos tem outro foco de ataque: A Corrupção.
Muitas passeatas aconteceram nos últimos meses onde se protesta contra a corrupção que assola nosso país.
De fato, é uma luta legítima, se não fosse um único problema: quem a promove, e qual seu objetivo?
Eu seria o primeiro a apoiá-la, se eu soubesse que seu movimento é legítimo, de iniciativa popular. Como deveria ser todo o movimento desta natureza. Mas eu sei que não é. Haja vista que eu sei que muitos destes movimentos estão sendo organizados por membros dos jovens que são membros de partidos como o DEM e o PSDB, que pretendem, por meio deles, dar legitimidade a uma manobra política muito sem vergonha, que já foi, inclusive, alvo de comentário deste blog algum tempo atrás, que consiste numa aproximação de Geraldo "pedágio de chuchu" Alckmin, Fernando "THC" Cardoso e Dilma, e o isolamento de Lula e Serra, sob a justificativa de que o primeiro criou este sistema de alianças corrupto, e o segundo não passa daquilo que a gente já sabe o que ele é: um safado, cachorro, sem vergonha, que em troca do poder, tem a coragem de amarrar a mãe com as próprias tripas dela. (Prova disso foram as manobras ridículas que ele promoveu na última campanha eleitoral, também alvos de comentários deste blogueiro)
E o que me deixa mais certo disto ainda é a capa da revista VEJA (a quantidade de merda publicada) desta semana que se inicia, que taca mais fogo no caldeirão. Sem que traga, no seu bojo de reportagens, um diagnóstico correto sobre as reais causas dos problemas na política brasileira, que, na opinião deste modesto blogueiro, se tratam do sistema político existente no nosso país, que força o político ser corrupto para que ele funcione.
Embora isto seja o reflexo de nossa cultura popular. (Desafio: quem nunca comprou um CD ou DVD pirata, e que lê este blog, mencione nos comentários, por favor)
Mas o que tem mais me incomodado é que, culturalmente, somos um povo corrupto. Nossos governos sempre foram corruptos, mas é só quando temos governos preocupados com as causas da maioria da população (entenda por pobres) é que isto é apontado como problema.
Foi assim com Getúlio Vargas, Juscelino Kubitschek, João Goulart, Lula...
Eu não quero admitir, mas vejo a história se repetir. Principalmente no caso do governo João Goulart, onde agentes infiltrados da CIA promoveram, aqui no Brasil e em todos os países da América latina, as famigeradas "marchas da família, com deus, pela liberdade", que a seguir, foram usadas para justificar os golpes de estado que ergueram ao poder as ditaduras militares em todos os países daqui, que tanta tragédia e miséria trouxeram aos países latinos.
Vocês podem achar que eu falo bobagem, mas eu vejo que muitos jovens, estudados, conhecedores da história do nosso país, querem o retorno daqueles anos sombrios.
Por isso eu tenho ficado de canto destes movimentos, e prefiro estudá-los ainda mais.
E quando estes, que dizem querer tanto mudar o país, descerem do seu conforto e preconceito, e forem para as periferias, ensinar o povo pobre e carente, conceitos de cidadania, ou mesmo, ler e escrever, quem sabe eu os apoie.
Por enquanto, eu só observo, pois até agora, como diria o rei Salomão, não vi nada de novo debaixo do sol, e sim a revolta de uma elite prepotente, que tem visto, nos últimos anos, a melhora da condição de vida dos pobres deste país, que não se sujeitam calados, a serem seu servos, em condições análogas a da escravidão.
Fiquem com o esquema de sempre e até a próxima.
Na verdade acredito que nas manifestações do "primeiro mundo" houve reação violenta do governo, mas as mídias locais (sempre mancomunadas com o poder financeiro) deram um jeito de abafar. No Brasil, como o poder financeiro não está no poder a mídia apoia as tais marchas contra a corrupção.
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