Saudações, amigos da liga do bem. Tranquilos?
Quem me conhece, conheceu ou lê destas linhas tortas, sabe que eu odeio, tenho ojeriza, raiva, ódio mesmo, de preconceito. Talvez pelo fato de ter sido vítima de atitudes preconceituosas por toda a história da minha vida, eu acabei criando este sentimento que, por mais que eu ore, e tenha a certeza de que o Espírito Santo tenha modificado meu jeito de ser, me tornando mais manso, longâmino e tolerante, isso eu ainda não consegui arrancar este sentimento do meu ser.
E hoje, aconteceu mais uma daquelas situações que me fazem ficar extremamente raivoso. E ela foi a seguinte: No Fórum do Eldorado RadioBlog, eles suscitaram um comentário sobre a legitimidade do Romário se candidatar a prefeito do Rio de Janeiro, haja vista que ele é uma celebridade que, não podemos negar, usou da sua fama pessoal como ex-jogador de futebol, para se eleger deputado federal.
Já antevendo o que viria, dei minha opinião, declarando que ele é um dos casos raros de deputados que tem atuado de forma exemplar na legislatura, mantendo postura crítica e contundente contra os demandos que estão ocorrendo em todo o país, por causa da realização da Copa do Mundo e Olimpíadas próximas, que serão aqui.
Mas, mesmo assim, muita gente começou com aqueles comentários preconceituosos que todos nós já conhecemos. E quando eu postei um comentário, denunciando tal tipo de comportamento preconceituoso, fui taxado de deselegante.
Sabe, gente, eu poderia falar muitas coisas sobre isso. Poderia redigir agora um texto bem contundente, daqueles dignos de uma letra do MV Bill, apontando os erros destes que acham que eu sou deselegante por falar a verdade, de uma forma que apenas pessoas que tem uma biografia parecida com a minha podem atestar.
Mas eu não sei se devo.
Não sei se devo continuar entregando pérolas aos porcos, e assim, descumprir com uma das ordenanças de Cristo, a quem me comprometi seguir seus ensinamentos por força de meu batismo e profissão de fé.
(Bati pesado agora, né?)
Mas, quando foi preso por promover o lendário boicote as companhias de ônibus no mississipi, o Rev. Martin Luther King Jr. escreveu uma carta que endereçou a todos os pastores e líderes eclesiásticos dos EUA, denunciando a política de apartheid de lá, onde ele colocou o dedo na ferida de muitos, também foi taxado de deselegante.
Mas ele continuou denunciando o sistema maléfico de lá, até que conseguiu promover mudanças.
Eu não tenho a pretensão de querer ser igual a ele, mas o exemplo dele me dá a inspiração e substância necessárias para enfrentar este tipo de comportamento destas pessoas. Não para mudar suas consciências, mas para alertar e declarar, para aqueles que pensam como eu, que já chegou a hora de não mais nos calarmos, de não mais nos sujeitarmos a opinião comum e, enfim, nos libertarmos da matrix.
Por isso, digo que a fúria negra ressuscitou! Não para trazer o ódio, mas sim para inspirar, não só a mim mesmo, mas como a todos que leem estas linhas, a lutarem pelo que é certo...
Desculpem-me pelo desabafo.
Fiquem com Deus e até a próxima.
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